foto:Andre Andrade

Este poema faz parte do livro "Parto de Estações" que está pronto pra ser publicado.Agradeço aos leitores e peço que deixem seus comentários. Eles são fundamentais para que o trabalho seja aprimorado. Um bom início de semana para todos e...Muito Amor!...Beijos...(Marcos Mazzaro)
Águas
Um dia ela me disse que todos nós temos mares, ilhas, navios para ancorar. Que somos fluido imenso, mistério bom de mergulhar e aportar. E Essa imagem (calma) me vem neste minuto. ... Uma chuva torrencial cai sobre a cidade. E tento em vão juntar as águas dela às minhas. Elas Escorrem na calha da casa. Respingam. Tropeçam. Me fogem das mãos... As águas dela já me interpenetraram, já circulam nas veias. As águas dela me acordam todos os dias. ..... Dor. Imensa química me percorre. Outros fluidos mares... (Com ela, não preencho todo leito)
Estranha alquimia me faz único & Eternamente Inacabado.
Lá na origem de tudo éramos já sem ser água que borbulha na fonte. Água de parto quente semente. Éramos larva ensaio de borboleta. Quase.
Lá na origem do mundo. O primeiro raio penetrou o mar. E o gemido Primevo... Era de Prazer. Prazer!
Como esquecer aquilo que eternamente vou tentar repetir? Como esquecer o que eternamente vou tentar... Esquecer. E mesmo fazendo dele uma lei... Brotam sempre lembranças: o primeiro beijo, os primeiros toques, encontros. E a angústia do que sempre recomeçamos.
Lá nas origens, também Agora, Cai a chuva novamente. E falo dela com corpo ardente. Tento transcender. ... O corpo tenta. Atenta o deixar ser. E por um minuto nos traz de volta.
Mas Somos Só Imagens.
E com Elas finais inacabados, rascunhos da Vida. Tecelãs brincam de poesia, sorriem desdentadas para o Destino. .... Escrevo com o Tempo. Falo de dores. Por isto, acho em cada final... o reinicio.
Escrito por MARCOS MAZZARO às 06h21
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