Por este Pão Pra Comer... Por este Pão Pra Dormir.. Por me Deixar Respirar... Por me Deixar Existir...
DEUS LHE PAGUE! Texto: Marcos Mazzaro Não vou me censurar. Deixarei fluir. Vou escrever o que der vontade e não seguirei nenhum pensamento lógico. Deixo o automatismo me ditar palavras. O que penso agora... Importa? Provavelmente Não! Porque o fluxo seguinte vai engolir o primeiro pensamento original. (pausa)  Recitando mantras a gente percebe claramente. As imagens e pensamentos numa seqüência cheia de surpresas: o cocô do gato se mistura à gargalhada de André, as esbaforidas de cigarro de meu amigo Paulinho, à Julie e Cavan, ao ar melancólico de mamãe e a irada irmã Amélia pronta pra me atacar com um galo de São Jorge. (pausa) Nexus, Plexus, Amplexus... Crucificados! Obras de Arte em Mosaico se fundem ao Vento Norte que Veio de Outro Século E consagrou um Cruzado Sanguinário... Lá ao fundo... em uma tela de Picasso... Putas... abrem as pernas úmidas...Aranhas Denteadas... Prontas pra engolir o Macho. Posso ouvir o berro da Fafá de Belém... 
(Musica toca bem baixinho...) Um cheiro de Sedução, um corpo roliço e bom...Mulher... Bonita, Gostosa, Matreira... Vai!
(pausa)
Um homem de Terno e Gravata compenetrado. 
Vou importar um monte de trabalhos e deixar na rua dos inválidos numero sete. Sete vezes Sete é igual a 49. Que é igual a 13. Que simboliza A MORTE. Morri há cinco minutos. (pausa) ( Uma trepada homérica, em off)  Não quero crenças premeditadas, pré-concebidas, calcificadas. Minha fé nasce dos sucos escondidos: do suor, do sêmen, do desejo e das dúvidas. Eu me fundo quando me amanheço inundado... Neste instante todos os deuses estão em mim... Minha fé desponta despudorada pronta pra se utilizar de todos os idiomas Vivos e Mortos. (pausa) Hoje Acordei Repaginado...Na Alma. E voei para Mundos Divinamente Humanos. Abracei o Absurdo. E num desfalecimento quase-morte conversei com Defuntos. O Absurdo é Cena. E gira feito Carrossel.
)
PAUSA

Oh... Seu Joaquim! Traz o bolinho de bacalhau e uma boa taça de Vinho! Hoje eu vou chutar o balde!
Escrito por MARCOS MAZZARO às 22h37
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